em que você vende sua carne e seu coração na devoção pela pessoa amada. Você a ama ao ponto de sentir seus olhos ficarem cegos, um cego espontâneo, digamos. É uma limitação do ser humano sentir algo assim, por que torna-se um vício e eu o considero ilícito e incontrolável. Mas é tão prazeroso senti-los. É prazeroso até você ver que tudo não passa de uma farça, de uma simples e passageira paixão, mas que foi algo sincero, um sentimento verdadeiro. E você para pra pensar. Dei minha alma, fui o mais simpático, o mais atencioso o mais amigo e o que recebi em troca? Eu recebi apenas um toque de mão e um adues. Um simples adeus. Logo você para e pensa como você foi idiota, e como você pode ter sentido algo assim. Um estúpido, apenas. Todos já se sentiram ou irão sentir algo do tipo, faz parte da vida. Então, você ver seu coração partir, você chora e sente tudo desabar. Seu coração fica comprimido e você sente aquela pequena dor, no fundo e seu pensamento está completamente voltado para aquela pessoa. O tempo passa e logo você tira uma síntese: eu não amei, um achei legal e curti. Poucos seres humanos são capazes de amar, poucos e poucos, uma minúscula parcela. E quando à isso não posso colocar minha opnião, por mais fervorosa que ela seja. Eu sou apenas o eu, assim como você que já sentiu tudo que narrei. É um fato e não um acontecimendo. E tudo vai ficar guardado na memória, a memória que nunca será apagada. Você então começa a formular orações que possuem verbos no pretérito, porque a vida é feita de pretéritos. E logo então você acha outra pessoa pra formar a mesma história, novamente, mas quem sabe desta vez não é algo que dure durante um bom tempo? Só você poderá responder. Tudo dependerá dos seus atos, adolescente.
( Murillo Henrique) ps: eu te amo !
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